Setembro Vermelho: Cardiopediatra do Martagão orienta como prevenir doenças cardiovasculares em crianças

Estimular estilos de vida saudáveis, com alimentação equilibrada. Praticar atividade física. Limitar o uso de computadores, tablets e smartphones. Essas são algumas das orientações da cardiopediatra do Martagão Gesteira Naiara Galvão para se prevenir doenças cardiovasculares em crianças. Neste mês, é celebrado o Setembro Vermelho, período em que se alerta para os cuidados que devem ser adotados para se evitar este tipo de doença que acomete a muitos brasileiros.
“É preciso descascar mais e desembalar menos. Praticar regularmente atividade física. Na infância, é recomendado pelo menos sessenta minutos ao dia, de preferência todos os dias da semana. Limitar o uso de computador, tabletes, smartphones. Então, isso tudo é que vai ser levado para que essa criança chegue numa vida adulta mais saudável e não desenvolva as doenças cardiovasculares”, ressalta Naiara.
A cardiopediatra explica que a ocorrência de doenças de coração na criança, em grande parte, se deve às cardiopatias congênitas. “É quando a criança já nasce com uma má formação do coração e isso pode acontecer por conta do uso de medicações por parte da mãe ou por condições genéticas mesmo, mas ao longo da infância mesmo é possível a ocorrência também de doenças adquiridas”.
Diante disto, os pais devem ter atenção aos hábitos dos próprios filhos. “Existem doenças adquiridas como febre reumática, Doença de Kawasaki e também aquelas relacionadas aos maus hábitos de vida. Desde a infância, já podemos ver casos de pressão alta e alteração do colesterol, por exemplo. Algumas doenças adquiridas vão ter outras causas definidas para cada etiologia, mas, em relação aos hábitos de vida, pressa alta, diabetes, obesidade, essas sim estão relacionadas a uma alimentação inapropriada, sedentarismo, uso excessivo de telas e crianças cada vez mais restritas aos seus lares, não exercendo o livre brincar. Esses são fatores de risco para que elas desenvolvam essas alterações cardiovasculares ainda na infância e adolescência”.

Ela frisa que a formação do paladar se dá até os sete anos de idade. Portanto, é o momento crucial para o desenvolvimento de bons hábitos de alimentação, que serão levados para a vida adulta. “Isso que vai ser importante nessa prevenção das doenças na idade adulta”, ressalta.
De acordo com a cardiologista, se a criança crescer com bons hábitos, irá se tornar um adulto mais saudável, com menos risco de desenvolver doenças como infarto, derrame, o que pode levar a uma morte muito precoce.
“Nossa orientação começa já na gravidez. A alimentação da mãe vai influenciar na programação genética da criança. Após o nascimento, estimular o aleitamento materno, que deve ser exclusivo até os seis meses de vida, mantendo-se ele até os dois anos ou mais em associação à alimentação complementar. É importante manter hábitos alimentares saudáveis”, finaliza.