Reconhecimento: Projeto Cardápio da Nutriz ganha “Oscar da Amamentação”

O Projeto Cardápio da Nutriz, do Hospital Martagão Gesteira, ganhou o Prêmio Boas Práticas de Aleitamento Materno.  Considerado o “Oscar da Amamentação”, o prêmio é uma iniciativa do Comitê de Aleitamento Materno de Salvador (Coamas), com o apoio do Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância (como parte da Plataforma dos Centros Urbanos) e do Comitê Estadual de Aleitamento Materno – Ceam.

A iniciativa reforça o cardápio das mães que amamentam, para que elas tenham ingestão hídrica, calórica e proteica que favoreça a produção do leite materno durante o internamento, considerado uma situação de estresse. Amor que Não se Mede (Ordenha Beira Leito), outro projeto do Martagão, também disputou a premiação. A ação surgiu de uma inquietação da equipe multidisciplinar que, em reuniões semanais, traça metas assistenciais e de humanização.

Aline Ramalho e Andrea Dourado representaram o Martagão na premiação

A iniciativa, que envolve profissionais de diversas áreas no cuidado ao recém-nascido, entre eles nutricionistas, enfermeiros e médicos, segue as orientações do Qualineo, projeto do Ministério da Saúde para reduzir as taxas de mortalidade neonatal. No Martagão, o projeto Ordenha à Beira Leito começou a ser implantado em 2017 e vem sendo aprimorado com a prática , sendo concluído em novembro deste ano.

“Vimos como uma possibilidade de, a baixo custo, fornecermos o alimento padrão ouro para este público tão vulnerável (pediatria/neonatologia) e que passará por agravos (enfermidade e abordagem cirúrgica) na nossa UTI Neonatal Cirúrgica”, destaca Aline Ramalho, Coordenadora do Serviço de Nutrição do Martagão Gesteira, cuja equipe foi representada no projeto pela residente de Nutrição em 2017, Suelyne Azevedo e sua preceptora Cátia Regina Bispo.

Segundo a nutricionista, os benefícios dos projetos são sentidos tanto pelas mães que amamentam os recém-nascidos, quanto pela equipe. “Nosso desafio é beneficiar o neonato cirúrgico com o consumo do leite materno em um hospital que não dispõe de sala de ordenha e banco de leite. A equipe também sai mais fortalecida e motivada, por se sentir fazendo a diferença na vida daquela criança e da nutriz ou cuidador no momento da internação e até mesmo de manter a lactação para consumo domiciliar após a alta hospitalar”, acrescenta.

O Prêmio Boas Práticas de Aleitamento Materno tem como objetivo identificar, reconhecer, estimular e dar visibilidade a experiências exitosas realizadas por Instituições governamentais, privadas e Organizações da Sociedade Civil que contribuem para garantir o direito de amamentar e de ser amamentado. 14 experiências de 10 instituições diferentes foram inscritas no prêmio, que reconheceu seis iniciativas com o “Oscar da Amamentação” por terem se destacado nas suas categorias. A entrega do prêmio aconteceu nesta quinta-feira (6), às 19h, no Auditório Zélia Gattai, Campus Unijorge Paralela.

Paciente Davi Lucca, da nossa UTI Neonatal (Foto: Sandra Rozados/Divulgação)