Martagão Gesteira usa nova técnica para tratamento em recém-nascido pelo SUS

O Hospital Martagão Gesteira está utilizando terapêutica de ponta para o tratamento da Hipertensão Pulmonar Pulmonar Persistente do Recém-Nascido (HPPRN). Trata-se do uso de Óxido Nítrico inalatório (NOi), sendo a única UTI neonatal cirúrgica 100% SUS a utilizar essa técnica na Bahia.

O método visa reduzir índices de mortalidade! A utilização do NOi diminui a resistência vascular pulmonar, mantendo a pressão arterial sistêmica em níveis adequados, garantindo liberação de oxigênio para os tecidos e minimizando as lesões pulmonares induzidas pelo oxigênio e pela ventilação. Além do tratamento da HPPRN, a administração do NOi é considerada também terapêutica adjuvante, após procedimentos cirúrgicos cardíacos e em testes diagnósticos de cardiopatias congênitas. Embora seja um tratamento caro, a técnica possui resposta rápida e favorece o pronto restabelecimento do paciente.

Dr. Samir Nahass, responsável técnico pela unidade, comemora a recuperação do pequeno paciente: “Além de baixa oxigenação, o paciente apresentava sérias complicações cardíacas pela doença, que desapareceram após 3 dias de uso do NOi. Até então esses pacientes passavam longos períodos de internação para sua recuperação, culminando com uma série de complicações neurológicas e pulmonares, e muitos deles não conseguiam sobreviver. É com muito orgulho e felicidade que faço parte desse time que está fazendo história na assistência à saúde do estado da Bahia”.

O Martagão Gesteira se torna a partir de agora, além de referência para tratamento cirúrgico de recém-nascidos com malformações congênitas, referência também para tratamento da Hipertensão Pulmonar Persistente do Recém-Nascido. No estado da Bahia, entre todas as UTI’s Neonatais públicas e privadas, é a única categorizada como Tipo III de complexidade.
UTI Neonatal Cirúrgica – O Hospital Martagão Gesteira inaugurou há dois anos o que até então era a primeira UTI Neonatal Cirúrgica da Bahia. Durante esse período, foram atendidos cerca de 360 pacientes. Ao todo, são 10 leitos de UTI, beneficiando mensalmente cerca de 15 recém-nascidos com necessidades cirúrgicas, especialmente nas áreas de neurocirurgia e cirurgia. A Bahia tem 200 mil nascidos vivos por ano e a estatística é que 300 precisam de cirurgia na fase neonatal e a UTI Neonatal possibilitou que o tempo de espera da cirurgia dos bebês, que levava até mais de dois meses, fosse reduzido para menos de 10 dias. A unidade é referência para tratamento de alterações do trato gastrointestinal, cirurgia cardíaca, cirurgia urológica, cirurgia torácica, cirurgia ortopédica e assistência a recém-nascidos com doenças oncológicas.